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ARTIGO: Conhecimento científico sob ameaça

Por que os gestores públicos ameaçam nossas ferramentas e inteligências científicas para sanar dívidas? Como administrador, cabe ao governante gerenciar, e não liquidar com tudo. Vejamos o caso da Ciência e da Tecnologia. A transformação do conhecimento científico em valor econômico ganhou força com as grandes guerras. O Brasil não fugiu à regra e começou a construção de um projeto técnico e científico já na década de 1930.

Com o Governo Vargas, foi criado um aparato burocrático para tornar o país independente das tecnologias de fora, o que apontava para um futuro mais promissor. Como indutor na área de pesquisa e desenvolvimento, o governo semeou os primeiros institutos de pesquisa aplicada e conselhos científicos e técnicos, preparando mão de obra qualificada em todos os níveis.

Neste contexto, em 1942 foi criado o Instituto Tecnológico do Estado (ITERS), que, em 1972, passou a se chamar Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), com a tarefa de gerar desenvolvimento socioeconômico local. Por 75 anos, a instituição entregou milhares de laudos técnicos, como os que resultaram na implantação da Refinaria Alberto Pasqualini de Canoas e do Polo Petroquímico de Triunfo.

Nós, trabalhadores e dirigentes sociais do mundo do trabalho, do mundo acadêmico e das comunidades científicas, entendemos que a decisão de extinguir instituições de pesquisa só pode atender a um interesse: o do capital internacional e de seus aliados internos. É a volta da subserviência, da perda da independência.

Não podemos negociar soberania e identidade nacional. É um custo muito alto, para o qual as gerações futuras não nos deram prerrogativa. Hoje, quando o capital transforma países em grandes shoppings de seus interesses especulativos e a vida humana se tornou mercadoria descartável, talvez precisássemos de uma “nova” revolução sócio-científica-cultural, que busque uma pátria de todos e para todos.
 

Texto publicado originalmente no Jornal do Comércio do dia 25/10/2017


 
 
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