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Audiência Pública em defesa da EMATER

O futuro da ASCAR-EMATER e da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) foi debatido em audiência pública da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (27/6). Proposta pelos deputados Jeferson Fernandes (PT), Luis Augusto Lara (PTB), Elton Weber (PSB), Edson Brum (MDB), Zé Nunes (PT) e Edegar Pretto (PT), o evento contou com a participação significativa de trabalhadores (que ocuparam, além do Plenarinho, mais três salas), e de deputados, prefeitos, vereadores, e representantes de federações, sindicatos, associações e cooperativas do público atendido pela EMATER.
 
No encontro, todos ressaltaram a importância da entidade para a agricultura gaúcha, especialmente para os pequenos produtores rurais. Os deputados também destacaram a necessidade de modernizar a EMATER, buscando mais qualificação para os servidores e planejamento.
 
A coordenadora geral da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Assistência Técnica e Extensão Rural e do Setor Público Agrícola do Brasil (FASER), Lucia Morais Kinceler, observou que, para ter modernização e qualificação, é preciso ter investimentos. Para ela, os deputados, que têm "o poder da caneta", precisam rever a previsão orçamentária. Lembrando que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada pelo governador Eduardo Leite e que definirá o orçamento de 2020, será votada em breve.
 
O presidente da EMATER, Geraldo Sandri, explicou que o orçamento da instituição provém de várias fontes: 70% do governo estadual, 15% dos municípios, 7% do governo federal e o restante de entidades parceiras. Para ele, o certificado de filantropia é fundamental e se justifica em 100% das atividades da entidade. O presidente também comentou algumas ações de gestão que estão sendo tomadas, como auditoria interna para identificar gargalos e imperfeições, gerenciamento matricial de custos e receitas, ouvidoria e o projeto piloto EMATER 4.0, fazendo com que a Tecnologia da Informação agilize o trabalho do funcionário.
 
O diretor do SEMAPI e trabalhador da EMATER Juliano Pörsch mencionou o estudo feito pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), que mostra que a agricultura familiar e os grandes produtores dividem a receita agrícola estadual, ao contrário do que se imagina quando se fala em agronegócio. Juliano também lembrou que quando se fala em EMATER, não se está restrito a assistência técnica, e sim abordando um trabalho multidisciplinar que é feito junto às famílias. Para Pörsch, se os cortes orçamentários e de pessoal se mantiverem, não será possível manter o trabalho que é realizado hoje.
 
Depoimentos
 
O prefeito de São Sebastião do Caí, Clóvis Duarte, disse que não imagina o município, que trabalha basicamente com a citricultura, sem o trabalho da EMATER: "Vemos a satisfação de nossos agricultores." O prefeito Celso Kaplan, de Imigrante, destacou que é preciso mais pessoal para atender aos municípios.
 
O Secretário Municipal de Agricultura de Nova Santa Rita, Marli Castro, reforçou que o trabalho da EMATER é importante para a agricultura familiar e também para garantir uma merenda escolar mais saudável, sem agrotóxicos, e, muitas vezes, orgânica. Enfatizou que este debate vai além do futuro da EMATER, englobando os rumos do homem e da mulher do campo. "Quem está por trás dessa diminuição de recursos financeiros?", questionou. O prefeito de Campina das Missões, Afonso Lúcio Perius, comentou sobre a evolução agrícola graças à EMATER, citando como exemplo a história de sua própria família.
 
 
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