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Cancelamento das atividades da CIENTEC começa a dar prejuízo

Desde que a Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC) suspendeu a contratação de novos serviços, no dia 3 de novembro, o Estado precisa desembolsar mais dinheiro para manter as mesmas atividades. Prova disso são os recentes aditivos de contratos feitos pela Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) com empresas privadas, aumentando em quase R$16 milhões os acordos originais.
Além disso, em reunião-almoço da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o Labelo (Laboratórios Especializados em Eletroeletrônica, da Pucrs) e a empresa UL Testtech, ambos de Porto Alegre, se mostraram interessados em adquirir equipamentos da CIENTEC. Como a Fundação deixou de fazer ensaios eletromagnéticos que serviam para certificação e desenvolvimento de produtos da indústria, as companhias gaúchas precisam realizar esses procedimentos em outros Estados, como Paraná e São Paulo, com custo e prazo maiores.

Onde está a economia?

Por isso, voltamos a perguntar: onde está a economia? Desde que o governador encaminhou o projeto de extinção para a Assembleia Legislativa, estamos alertando a sociedade e os deputados de que os prejuízos financeiros e científicos com a extinção das fundações seriam gigantescos.
Na verdade, a crise financeira foi um subterfúgio usado pelo governo Sartori, pois a razão nunca foi econômica, mas ideológica e política. Isso estava evidente e foi confirmado pelo próprio governo durante as reuniões de mediação com os sindicatos.

Aliás, a desculpa da crise está sendo usada para acabar com todo patrimônio e serviço público. O governo Sartori conseguiu convencer a população de que o funcionalismo é dispendioso, de que não vale a pena mantê-lo. Mas, além de ser lucrativo, ele é essencial, previsto em Constituição, e precisa ser mantido.

Continuamos lutando

Quando até uma entidade renomada como a Abinee defende o trabalho desenvolvido pela CIENTEC e laboratórios demonstram interesse nos equipamentos da Fundação, percebe-se ainda melhor como a extinção é um erro. Por isso, vamos seguir lutando e resistindo contra o sucateamento do Estado pelo governo Sartori!
 
 

Laboratórios têm interesse nos ativos da Cientec 

Dois laboratórios gaúchos têm interesse em ativos da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), entidade vinculada ao governo do Estado e que está em processo de extinção. O Labelo (Laboratórios Especializados em Eletroeletrônica, órgão da Pucrs) e a empresa UL Testtech, ambos em Porto Alegre, estariam dispostos a adquirir equipamentos da Cientec. A revelação foi feita nesta segunda-feira na reunião-almoço da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Desde o final de outubro, a Cientec deixou de fazer ensaios eletromagnéticos que serviam para certificação e o desenvolvimento de produtos da indústria. Com isso, companhias gaúchas precisam realizar esses procedimentos em outros estados, como Paraná e São Paulo. "De duas semanas para cá, no Rio Grande do Sul, não temos mais quem preste esse tipo de serviço. Para nossa indústria, é importante, porque tínhamos condições de, com os ensaios feitos na Cientec, acompanhar o desenvolvimento do produto mesmo, não só para fins de certificação. Fazíamos o ensaio já olhando alterações de projeto pertinentes", observa o diretor da regional da Abinee no Rio Grande do Sul, Régis Haubert.

Além de ter que buscar o procedimento fora do Estado, há prejuízo também no processo, pois os laboratórios "normalmente não fazem ensaios para desenvolvimento de produto, fazem ensaios para certificação", completa Haubert.

Para não perder esse diferencial competitivo, a regional gaúcha da Abinee manifestou apoio a que as empresas gaúchas interessadas nesses ativos possam adquirir os equipamentos, para que a indústria possa continuar fazendo os ensaios eletromagnéticos em Porto Alegre.

Presente na reunião, o secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Evandro Fontana, disse que o tema ainda está em análise, tendo em vista que o processo de extinção das fundações passa por discussão no âmbito do Judiciário.

Além de manter a oferta do serviço desses ensaios eletromagnéticos em solo gaúcho, há também preocupação com a eventual deterioração dos equipamentos de alto nível dos laboratórios da Fundação de Ciência e Tecnologia. Com o encerramento das atividades, esses ativos podem se deteriorar e perder valor de mercado se ficarem parados por um período mais longo. 

Matéria publicada originalmente no Jornal do Comércio do dia 14/11/2017
http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/11/economia/596092-laboratorios-tem-interesse-nos-ativos-da-cientec.html
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