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Diário Oficial publica extinção da Fundação de Economia e Estatística

Nesta quinta-feira (5/4), o Rio Grande do Sul está retrocedendo quase 80 anos. O Diário Oficial do Estado – em sua edição online – divulgou o ato que encerra as atividades da FEE para recriar o Departamento de Economia e Estatística. Assim, a estatística e o planejamento do Estado voltam a ser vinculados a interesses políticos, sem autonomia para produção de dados de interesse de toda a sociedade.
 
Há 45 anos, a FEE vem guardando, atualizando e produzindo o maior acervo de dados e estudos socioeconômicos do Estado, com acesso público, gratuito e amplo de informações que permitem conhecer, analisar, debater e planejar políticas públicas relevantes para o desenvolvimento gaúcho. Os estudos desenvolvidos são orientados para subsidiar o planejamento com conhecimento específico, rigoroso, detalhado, contando com um quadro funcional integralmente técnico, com 38 doutores e 93 mestres em diversas áreas.
 
Um governo que não honra seus compromissos, que em quatro anos soube apenas colocar a culpa da crise em seu antecessor e não pôs em prática uma medida sequer para melhorar a situação financeira do Estado, agora põe em ação um plano de enxugamento estatal, que recai no colo dos trabalhadores. Esse governo está acabando com uma das mais renomadas instituições deste Estado, defendida por diversos gestores, pesquisadores e autoridades da área de planejamento e gestão.
 
Além disso, até hoje não soube dizer como serão mantidas as ações da FEE e de outras fundações, que são obrigações do Estado e que precisam continuar. Sem falar na mentira que espalhou, com ajuda da mídia, de que haveria economia com o fim dessas instituições, já tendo reconhecido diversas vezes que NUNCA foi por uma questão econômica, mas ideológica.
 
É o pior governo que poderíamos ter, que apequena o Rio Grande, debocha dos servidores, desrespeita a sociedade e não assume a própria responsabilidade na má administração do Estado. Mas nós seguimos lutando, aguardando que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) e o Supremo Tribunal Federal (STF) avaliem as liminares que suspendem as extinções. Em ano de eleição, cabe lembrar a deputados e deputadas que NÃO ESQUECEREMOS os nomes e rostos de quem compactuou com o fim dessas importantes instituições. Sem conhecimento, não há futuro!
 
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