• T-
  • T
  • T+
CÓDIGO SINDICAL: 565.000.02779-7
Filiado à CUT Contracts

FEE denuncia prejuízos de contrato com a FIPE

Trabalhadores integrantes do corpo técnico da Fundação de Economia e Estatística (FEE) denunciam os graves problemas (técnicos, financeiros e jurídicos) do contrato do governo gaúcho com a FIPE, fundação privada de São Paulo, combinado com o encerramento das atividades da FEE. As justificativas foram demonstradas em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (8/5), na sede do SEMAPI.

De acordo com os economistas, não há justificativa para o governo não ter feito licitação para a contratação da FIPE. Além disso, o contrato gera risco de vantagem indevida, visto que não detalha atividades e permite ajustes metodológicos sem análise e aprovação, bem como oferece risco de adulteração de objetivos e finalidades, possibilitando o uso dos ajustes para redução de custos e viabilização de prazos. Como se não bastasse, a adaptação do cronograma impossibilita efetiva fiscalização, sendo que a comissão responsável também não possui capacitação técnica.

FIPE não pode calcular o PIB

Já havia sido alertado que o cálculo do PIB do Estado ficaria prejudicado com a extinção da FEE, pois transferir o indicador para outra entidade feriria o termo de cooperação com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que tem cláusula de confidencialidade dos dados. Pois bem: nesta semana, o IBGE confirmou o cancelamento do repasse de informações socioeconômicas sigilosas ao Rio Grande do Sul. Mesmo assim, a FIPE receberá pagamento mensal integral, mesmo não podendo entregar um dos indicadores mais importantes para a economia do Rio Grande.

Extinção não está consolidada

Os trabalhadores lembraram ainda que, apesar do decreto do governador, o quadro de pessoal, o patrimônio e o orçamento continuam vinculados à FEE. Além disso, o próprio diretor interino encaminhou e-mail para os servidores informando que "permanecem inalteradas as atividades da FEE." Ainda mais contraditório foi o anúncio de que o governo Sartori constituiu uma "força-tarefa" para que a FEE calcule o PIB de 2017.

Governo gasta mais com a FIPE

Contra números, não há argumentos. No entanto, quando corroborados por informações e justificativas, saltam ainda mais aos olhos. De acordo com os economistas, o custo anual de um pesquisador da FIPE é de R$ 453,6 mil, enquanto o de um da FEE é de apenas R$ 185,9 mil. Isso deixa evidente o absurdo do investimento, demonstrando que o governo vai pagar muito mais para transferir tecnologia à empresa paulista, sem garantia de entrega e qualidade das informações. Em vista de tudo isso, os trabalhadores afirmam que "é a primeira vez na história que uma empresa recebe R$ 6,5 milhões para aprender com o cliente", e perguntam: "o RS está pagando para receber ou para dar uma consultoria?"

 
Voltar
  • SEMAPI-RS
  • 0800 5174 06
    (51) 3287 7500
  • ouvidoriasemapi@gmail.com
  • Travessa Alexandrino de Alencar, 83, bairro Azenha - Porto Alegre/RS
  • Newsletter