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Inimigo do meio ambiente, governo Sartori decreta a extinção da FZB

Em meio ao caos eleitoral, o governo Sartori volta a mostrar suas garras publicando, do Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (11/10), a extinção da Fundação Zoobotânica (FZB). Não poderíamos esperar nada diferente de quem sempre tripudiou em cima dos trabalhadores do serviço público, não honrou com suas obrigações, parcelando e atrasando salários, não dialogou com os servidores, isolou a Assembleia Legislativa, transformando a Praça da Matriz num campo de guerra e, ainda por cima, apoia um fascista que desrespeita o meio ambiente em detrimento dos grandes ruralistas e já manifestou que, se eleito, retirará o Brasil do Acordo de Paris*.
 
Pois a FZB é muito maior do que estes governos! Com histórico que remete a 1930, a partir da compra da área do Jardim Zoológico, a Fundação hoje realiza a educação e manutenção de espaços como o Museu de Ciências Naturais, o Jardim Botânico, além do próprio Parque Zoológico de Sapucaia do Sul. Se a extinção da FZB for efetivada, serviços voltados a diversos setores da sociedade deixarão de ser oferecidos, como a recepção e destinação de animais apreendidos com traficantes e criadores ilegais ou feridos em choques e atropelamentos.
 
O Governo Sartori, com esta medida, está desafiando mais uma vez os poderes públicos, pois a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre já havia protocolado uma ação que suspende as demissões de funcionários do Jardim Botânico e do museu, e impede a transferência de bens e patrimônios, a rescisão de contratos ou serviços relacionados a atividades de educação ambiental e o desmembramento da área do Jardim Botânico. Além disso, o Piratini só sabe dizer que os trabalhos passarão para as secretarias correspondentes, mas não de que forma, nem com quais profissionais. Para apresentar um projeto de extinção, o governo já deveria ter esses dados bem planejados, mas nunca os informou. Por isso, o próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) entrou com liminar para preservar não apenas os empregos, mas as atividades dessas fundações, que já estavam tendo suas ações desmobilizadas, prejudicando o povo gaúcho.
 
É importante salientar que todos os trabalhadores possuem estabilidade e, portanto, não poderão ser demitidos. Ou seja, o governo vai continuar pagando a folha destes servidores que, se a extinção se concretizar, deverão ser realocados em outras instituições estaduais. Com isso, o conhecimento, a experiência e a capacitação específica de cada funcionário serão perdidos ou subutilizados.
 
Pois, da mesma forma ocorrida com a Fundação de Economia e Estatística (FEE) e a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), vamos continuar lutando e batalhando na Justiça para que esse absurdo não se concretize. Precisamos ser resistência onde existe prepotência, mentira e desrespeito!
 
*O Acordo de Paris foi firmado em 2015 por 195 países e tem como um dos principais objetivos limitar o aumento da temperatura global em até 1,5ºC e do qual o Brasil é signatário. O documento reúne uma série de medidas que precisam ser adotadas para frear o avanço das mudanças climáticas, e cada nação tem a sua contribuição específica para tornar o plano possível, incluindo o Brasil.
 
 
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