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Intervenção militar: o prenúncio do caos

Marcha pela família, golpe em nome de Deus, intervenção militar para o bem da Nação. A história se repete e – pior – a população não se dá conta disso. As condições que levaram ao golpe de 1964, dando início à ditadura no Brasil, se parecem muito com as que vivemos na atualidade: mídia e judiciário atuando em prol "do bem comum", o povo influenciado a acreditar em ações de comunistas, "petralhas", sem enxergar além da cortina de fumaça fabricada para desviar sua atenção.
 
É preciso ter em mente que não há uma inauguração da ditadura, com data e hora marcada. Ela vai se consolidando aos poucos, com a conivência da própria população. O escritor Aldous Huxley, autor do clássico Admirável Mundo Novo, já dizia que "a ditadura perfeita terá a aparência da democracia: uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga." Na realidade, cria-se uma sensação de insegurança e injustiça (pela mídia e pelo próprio governo), gerando um pavor nas pessoas, que são levadas a acreditar que a intervenção militar é a única solução possível para salvar o país.
 
Para se ter uma ideia, a destituição de João Goulart como presidente ocorreu em 1964, mas o Ato Institucional Nº5 (AI-5) – mais duro decreto do regime militar – só foi instaurado em 1968, dando início aos chamados anos de chumbo. Isso quer dizer que se passaram quatro anos até que a ditadura se consolidasse. Entre outras coisas, o AI-5 permitiu a suspensão das garantias individuais e, a partir disso, os militares poderiam prender e coagir os cidadãos de forma arbitrária e violenta.
 
Inacreditavelmente, há pessoas que negam que houve ditadura no Brasil, e outras que apoiam torturas e assassinatos que aconteceram. Hoje, elas defendem a intervenção militar, pois "quem é cidadão de bem não tem porque ter medo". Como se inocentes já não morressem nesse país e se crimes não fossem plantados para defender uma corporação. Numa ditadura, falar a verdade já é uma transgressão.
 
Um possível novo golpe das instituições militares em defesa de um país “soberano e livre da corrupção” pode desencadear um regime totalitário, com aniquilação dos direitos da classe trabalhadora, censura e perseguição. Não seja cúmplice dessa barbárie! A história não perdoa! 
 
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