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Não foi revolução. Foi golpe.

O gaúcho João Goulart, cunhado de Leonel Brizola, empossado presidente do Brasil em 1961 (após forte pressão da campanha da legalidade), foi vítima de um golpe militar que culminou com a sua deposição em 1º de abril de 1964. Significou o início de um período sangrento, a ditadura militar, que durou até o ano de 1985.

Foi um golpe forjado pela direita brasileira - junto com as Forças Armadas – que, desde o início da posse de Jango, era contrária às suas ideias socialistas, como a reforma eleitoral (permitindo que analfabetos, que correspondiam a 60% da população naquele momento, votassem), a regulamentação da remessa de lucros de empresas estrangeiras para fora do país e, a mais temida de todas, reforma agrária. Tudo isso era alarmante para os grupos economicamente hegemônicos e conservadores, que viam nas reformas de base uma ameaça à manutenção de seu poder.

Quando instalada, a ditadura não era tão violenta, mas foi piorando à medida que os anos se passaram. O Ato Institucional nº 5 (AI-5), instaurado em 1968, foi o pior do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente quem fosse considerado "inimigo." Erra quem pensa que foram punidos apenas "terroristas". Não, todos os que não fossem simpatizantes ao regime eram presos, torturados e muitos, mortos. Não precisava de muito para isso acontecer, bastava ser jornalista, sindicalista, artista. Qualquer coisa era pretexto para castigar quem pensava diferente.

Hoje, 55 anos depois, é inacreditável que tenhamos que explicar que a ditadura foi ruim, que matou centenas de inocentes, aprofundou a desigualdade social, autorizou a corrupção deliberada e superendividou o Brasil. Foi um regime obsceno, que deixou uma herança maldita não só na economia, mas principalmente na Justiça, que até hoje muitas vezes é partidária, seletiva, privilegiada e injusta. Precisamos repudiar com veemência todos os atos tenebrosos que ainda assombram a história do Brasil e honrar todos aqueles que morreram por desejar um país mais democrático e igualitário.

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