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Nota de repúdio à extinção das Fundações estaduais

O dia 21 de dezembro de 2016 vai ficar na história da sociedade gaúcha como um dia de luto e de luta contra o pacote do Governo Sartori (PMDB). Na calada da noite, a Assembleia Legislativa decretou o final da pesquisa, da inovação e da cultura no Estado, optando por extinguir fundações com excelência na produção de conhecimento: a Fundação Zoobotânica do RS (FZB), a Fundação para o Desenvolvimento dos Recursos Humanos (FDRH), a Fundação de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), a Fundação de Economia e Estatística (FEE), a Fundação Piratini, a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e a Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF).

Faltando apenas três dias para o Natal, 1200 pessoas perderam seu emprego sem uma explicação coerente. Tanto as razões econômicas apresentadas – já desmentidas pelo simples fato de o Governo Sartori gastar quase o mesmo valor em publicidade nos veículos não-oficiais e oferecer isenções fiscais para empresas que não trazem criação de empregos – quanto as políticas – que não se sustentam no momento em que a renegociação da dívida com a União deixa de exigir contrapartidas dos Estados – caíram por terra, mostrando a verdadeira face do governo: obscurantista, retrógrado, perverso, repressivo e mixuruca.

Com a Assembleia Legislativa sitiada há quase uma semana pela Brigada Militar, a bancada de apoio ao governo se absteve do debate, mostrando sua antipatia aos trabalhadores e trabalhadoras, e deixando à mostra sua incompetência legislativa. Nas votações, a distribuição de poucas senhas deixou as galerias do Plenário vazias, enquanto milhares de servidores e servidoras se mobilizavam e eram fortemente repreendidos pelo aparato policial do governo.

Neste contexto, trinta deputados, muitos deles desonrando a tradição de seus partidos, outros desonrando a sua própria caminhada política, jogaram no lixo grande parte da capacidade intelectual deste Estado. Sem argumentos convencíveis e sem discussão, deixaram a certeza que os verdadeiros motivos para sua escolha, foram motivos escusos que vão de encontro não com o bem da sociedade, mas de poucos privilegiados.

Para a população, fica um alerta: não é crise, é projeto de governo. São tempos escuros os que temos pela frente, mas nada vai nos impedir de sempre buscar o melhor para os trabalhadores e trabalhadoras e para a sociedade gaúcha. Mesmo que enfrentemos mais repressão e mentiras, a luta não vai acabar! A esses deputados e ao (des) governo Sartori, uma certeza: "NÃO ESQUECEREMOS!"

SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EMPRESAS DE ASSESSORAMENTO, PERÍCIAS, INFORMAÇÕES E PESQUISAS E DE FUNDAÇÕES ESTADUAIS DO RS (SEMAPI)
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