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Nota do SEMAPI sobre a greve dos caminhoneiros

O SEMAPI entende como legítima a manifestação dos caminhoneiros, em especial dos autônomos, que se veem numa condição insustentável de trabalho por causa da alta constante dos preços do óleo diesel e pela política recessiva dos governos federal e estadual. No entanto, o sindicato também acredita ser importante fazer alguns comentários à sua base:
 
- O aumento constante dos valores dos combustíveis deve-se – basicamente – à mudança da política de preços definida pelo atual presidente da Petrobras, Pedro Parente (responsável pelas privatizações enquanto ministro no governo FHC). Desde o golpe de 2016, ele trabalha de forma sistêmica na busca da privatização da estatal e na remuneração dos acionistas privados, em detrimento de uma política nacional de desenvolvimento e controle público de atividades estratégicas. Outra causa é a subutilização das potencialidades da Petrobras pela atual gestão, preferindo a importação de produtos.


 
- É perceptível por todos que o movimento dos caminhoneiros possui uma atuação muito forte das entidades patronais, que estão utilizando a manifestação do trabalhador para seu proveito.
 
- Estranhamente e da mesma forma que antes do golpe, as grandes redes de televisão e rádio, além de noticiar todo o andamento da greve, FOMENTAM as paralisações e a construção do caos. Incitam a população contra as instituições e o "desgoverno" – conceito admitido só agora pela mídia.
 
- Essa mesma mídia não informou a população sobre as perdas de direitos dos trabalhadores e cidadãos brasileiros com as "reformas" de Temer, muito menos instigou qualquer manifestação em contrário.
 
- Reiteramos que é justa a manifestação pela mudança da política de preços dos combustíveis, mas alertamos que, como em 2016, mais uma vez a categoria dos motoristas e a população em geral pode estar servindo de massa de manobra para ações que atentam contra a democracia e contra a soberania do país, como a privatização da Petrobras.
 
- Por fim, execramos a atitude irresponsável de Temer em convocar as Forças Armadas para desobstruir as estradas. Nenhuma intervenção militar é bem-vinda, muito menos numa greve, que é direito garantido pela Constituição Federal. Precisamos estar atentos e vigilantes, procurando nos informar por mídias isentas e com credibilidade.
 
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