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"PIB da FIPE" custa caro e não representa a economia gaúcha

Por não contar com os dados do IBGE a que a FEE tinha acesso, a Fipe fez uma adaptação da metodologia do PIB que não retrata a economia gaúcha e não pode ser comparado com o PIB Trimestral do Brasil.

Mesmo com a previsão contratual da necessidade de dados sigilosos do IBGE, o Governo do Estado aceitou que a Fipe fizesse um indicador que não fornece nenhuma nova informação para a comunidade gaúcha e que subestima importantes segmentos da sua economia, como a agropecuária. A recepção desse trabalho pelos gestores estaduais atesta sua incapacidade e seu desconhecimento da metodologia e da importância do indicador.

O objetivo do PIB Trimestral é avaliar o nível da atividade econômica. Se uma metodologia como a que a Fipe está utilizando não é capaz de captar o impacto das diversas atividades econômicas em cada momento e de comparar seus desempenhos com a economia do país, ela é inútil para o que se propõe.

Como o “PIB da Fipe” é uma “adaptação” que “qualquer técnico” pode fazer, conforme declarou o Diretor da instituição, fica comprovado o desperdício de recursos públicos com sua contratação externamente. Já a pressão realizada para antecipar sua divulgação em relação ao cronograma contratado revela as pressões políticas a que a consultoria privada está sujeita.

Em resumo, as seguintes questões põem em dúvida a validade do indicador apresentado pela Fipe, que alega transparência, mas não revela sua metodologia:

1) como não é feito em parceria com o IBGE, é um indicador de atividade que não é muito diferente dos que já estão disponíveis gratuitamente; 

2) por ser um indicador superficial, não detecta graves flutuações na economia, especialmente porque subestima setores importantes da economia, o que explica a discrepância da série da Fipe com a série da FEE, existindo a possibilidade que se aponte uma queda, quando na verdade a economia cresce, ou um crescimento, quando a economia cai;

3) não desagrega setores e não é capaz de agregar as variáveis com seu consumo intermediário e seu valor adicionado; 

4) impossibilita a estimativa do valor do PIB em termos monetários, logo não permite calcular o PIB per capita;

5) somente existirão dados efetivos para a economia gaúcha quando da publicação do IBGE, o que ocorre com dois anos de defasagem (ou seja, só saberemos o PIB de 2017 efetivamente em 2019); 

6) não permite comparabilidade com o PIB nacional.

Afinal, que PIB é esse?



Texto: Nota dos trabalhadores da Fundação de Economia e Estatística (FEE)
Imagem: Matéria do Jornal Metro, publicada no dia 22/06/2018


 

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