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Repressão marca dia de greve geral no Estado

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (30/06), dia de greve geral em todo o país, manifestantes foram fortemente reprimidos pela polícia em Porto Alegre e em outros municípios do Estado. A paralisação foi articulada pelas centrais sindicais, e tinha como objetivo protestar contra a reforma da Previdência e a reforma trabalhista propostas pelo acusado Temer (PMDB). Mesmo com índices de rejeição nas alturas, o Congresso e o Governo Federal parecem estar alheios à realidade, e seguem tentando aprovar os textos, cada vez mais impopulares.

Mesmo sem a mesma adesão da greve anterior, foi um dia de grande mobilização e demonstração de união e luta. Trabalhadores de várias categorias, integrantes de diversas centrais sindicais, estudantes, partidos políticos e movimentos sociais participaram das atividades. Os rodoviários não aderiram à greve por conta de descontos anteriores, enquanto os metroviários foram obrigados, por liminar, a trabalhar nos horários de pico – embora muitos, em protesto, não tenham comparecido. Um cobrador de ônibus chegou a trabalhar acorrentado, como forma de repúdio.

O que chamou a atenção neste dia foi a forte repressão da polícia, que acabou dispersando os manifestantes. Como se não bastassem as balas de borracha e o gás lacrimogênio lançados contra trabalhadores, um professor também foi preso.

Marcha contra as reformas

A partir do meio dia, iniciou-se uma concentração no Largo Glênio Peres, que culminou numa passeata até o Palácio Piratini. Aos gritos de “Fora Temer” e “Fora Sartori”, os manifestantes caminharam pela Borges de Medeiros até à Praça da Matriz.

Uma comissão de líderes se reuniu para conversar com o Chefe da Casa Civil, solicitando que o professor fosse solto. Após negativa, o grupo pediu que pelo menos ele tivesse condições dignas durante sua reclusão. O ato encerrou-se no meio da tarde, pacificamente, com a certeza de que a luta está apenas começando e que, somente com o povo nas ruas, poderemos barrar reformas que só retiram direitos da classe trabalhadora.
 
 
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