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SEMAPI orienta sobre CAT em casos de Covid-19

Com a orientação dos médicos do trabalho da Elo Vida, empresa que presta assessoria em Medicina do Trabalho ao Sindicato, o coletivo de Saúde do SEMAPI elaborou algumas diretrizes para auxiliar na decisão de emitir as Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs). Os parâmetros levam em conta a atual situação de trabalhadores e trabalhadoras em relação ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.
De acordo com o texto, organizado pelos médicos Cristine Poloni e Rogério Alexandre Nedir Dorneles, “a Covid-19, ao ocorrer em quem trabalha, é uma doença presumivelmente relacionada ao trabalho, pois acomete pessoas que saem de casa para trabalhar e estão compulsoriamente expostas ao contato inter-humano e ao contato com superfícies eventualmente contaminadas, a despeito do uso de máscaras ou de outros equipamentos de proteção individual, que não proporcionam proteção total”. Ainda alerta que, de acordo com parâmetros divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para as exposições de risco ocupacional – graus baixo, médio e alto –, é possível afirmar que todos os trabalhadores que utilizam condução coletiva já estão excluídos do grupo de baixo risco ocupacional, e que “a grande maioria se enquadra nos riscos médio e alto, pois nenhum estudo demonstrou a possibilidade de proteção total nos locais de trabalho. Essa situação é agravada devido à existência dos infectados assintomáticos e a pequena oferta de exames laboratoriais para a detecção precoce do SARS-Cov2.”
Sendo assim, os médicos acreditam que é possível sim considerar a contaminação um acidente de trabalho, e sugerem os seguintes parâmetros:
  • no caso de trabalhador realizar trabalho externo e apresentar sinais e sintomas de Covid-19 ou ser reagente ao RT/PCR (caso atual) e/ou a sorologia (caso pregresso):
 - avaliar contato próximo e/ou direto com casos suspeitos e/ou confirmados e/ou desconhecidos de Covid-19;
- deve-se avaliar exposição, considerando contatos interpessoais e/ou transporte/deslocamento e existência de outros casos no trabalho.
-  deve-se descartar a presença de doença pregressa de alguém que more na mesma casa, que tenha RT/PCR reagente e/ou sorologia positiva.

 
 
  • no caso de trabalhador realizar trabalho remoto (em casa) e apresentar sinais e sintomas de Covid-19 ou ser reagente ao RT/PCR (caso atual) e/ou a sorologia (atual ou caso pregresso):
?-  avaliar contatos relacionados ao trabalho - externos - com casos confirmados e/ou suspeitos e/ou desconhecidos de Covid-19; 
-  deve-se descartar a presença de doença pregressa de alguém que more na mesma casa, que tenha RT/PCR reagente e/ou sorologia positiva. 
 

 
Caso seja confirmada a exposição relacionada ao trabalho deve-se abrir a Comunicação de Acidente de Trabalho e utilizar o CID U 07.1 nos casos confirmados da Covid-19 e o CID U 07.2 nos casos que não tenham o teste laboratorial confirmatório.
 
As orientações são fundamentais, em especial neste momento, em que o Rio Grande do Sul vê crescer os casos e as mortes por Covid-19. Apenas na base do Sindicato, o número de casos vem aumentando vertiginosamente, em especial entre quem está na linha de frente. Para citar apenas alguns exemplos, na FASE, na FPE e na EPTC, já são mais de 70 trabalhadores infectados, tendo um óbito ocorrido na FASE – e o governo segue negando a testagem para todos. A íntegra da nota pode ser conferida aqui.
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